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Este blog não pretende ser um tratado do nosso vernáculo. Destina-se àqueles que querem aprender a escrever corretamente. Lapidar as palavras e transformá-las em verdadeiras jóias (bem dispostas no texto, de forma a traduzir o pensamento e publicar as idéias) é o que busca todo o artesão da palavra.

sábado, 5 de julho de 2008

Eficácia na Comunicação



 EFICÁCIA

Aprender a Escrever é Aprender a Pensar 
Aprender a escrever é, em grande parte, se não principalmente, aprender a pensar, aprender a encontrar idéias e a concatená-las, pois, assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou não aprovisionou. (...)
(...) Escreve realmente mal o estudante que não tem o que dizer porque não aprendeu a por em ordem seu pensamento, e porque não tem o que dizer , não lhe bastam as regrinhas gramaticais, nem mesmo o melhor vocabulário de que possa dispor. Portanto, é preciso fornecer-lhe meios de disciplinar o raciocínio, de estimular-lhe o espírito de observação dos fatos e ensiná-lo a criar ou aprovisionar idéias: ensinar, enfim, a pensar.

Fatos e Indícios - Observações e Inferências
Fatos não se discutem; opiniões, sim. ("Contra fatos não há argumentos") Mas o que é fato? É a coisa feita, verificada e observada. Fato é diferente de indício, os indícios nos permitem apenas inferências de certeza relativa, pois expressam somente probabilidade ou possibilidade.
Da Validade dos Fatos
Os fatos em si mesmos às vezes não bastam: para que provem é preciso que sua observação seja acurada e que eles próprios sejam adequados, relevantes, típicos ou característicos, suficientes e fidedignos.
Se recomendo a um amigo que não ande de bicicleta, porque, certa vez, ao fazê-lo, levei um bruto tombo, meu argumento é falho, pois as circunstâncias em que se veria meu amigo, se fizesse a experiência, poderiam ser bem diversas: diferença de idade, de habitos esportivos, de senso de equilíbrio, e outras. Meu argumento não vale: os fatos que apresento não são adequados.
Métodos
Em linguagem vulgar, método é a melhor maneira de fazer as coisas.(...)
Etimologicamente,  método (meta = através de, odos = caminho) é o caminho através do qual se chega a um fim ou objetivo. Do ponto de vista da  Lógica, é o conjunto dos meios ou processos empregados pelo espírito humano para a investigação, a descoberta e a comprovação da verdade. Método implica, assim, uma direção, um rumo, regularmente seguido nas operações mentais.
Distinguem-se primordialmente dois tipos de operações mentais  na busca da verdade, vale dizer, dois métodos fundamentais de raciocínio: a indução (que vai do particular para o geral)  e a dedução ( que parte do geral para o particular)(...)
Aristóteles e Stº Tomás  ensinam que nós temos somente dois meios de adquirir a ciência, a saber, o Silogismo("dedução"), que procede a partir das verdades universais, e a Indução, que procede a partir dos dados singulares, dependendo formalmente todo o nosso conhecimento dos primeiros princípios evidentes por si mesmos, e tirando materialmente sua origem da realidade singular e concreta percebida pelos sentidos.
Mas há outros métodos, por assim dizer subsidiários ou não fundamentais, que também contribuem para a descoberta e comprovação da verdade, métodos que constituem o que se costuma chamar de modus sciendi, modo(s) de saber: a análise, a síntese, a classificação, a definição(...). Além disso, existem ainda os métodos particulares de algumas ciências, em que a indução e a dedução, sem desobedecer às leis imutáveis  do conhecimento, adaptam o seu processo à natureza variável da realidade. assim se pode dizer que cada ciência tem seu método próprio: demonstrativo, comparativo, histórico, normativo, etc. (...) 


Nota:  Se você quiser aprofundar-se no assunto, adquira o livro: Comunicação em Prosa Moderna de Othon M. Garcia.

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