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Este blog não pretende ser um tratado do nosso vernáculo. Destina-se àqueles que querem aprender a escrever corretamente. Lapidar as palavras e transformá-las em verdadeiras jóias (bem dispostas no texto, de forma a traduzir o pensamento e publicar as idéias) é o que busca todo o artesão da palavra.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eficácia na Comunicação - 2ª Parte

Da Validade das Declarações
Declarações, apreciações, julgamentos, pronunciamentos expressam opinião pessoal, indicam aprovação ou desaprovação. Mas sua validade deve ser demonstrada ou provada. Ora, só os fatos provam; sem eles, que constituem a essência dos argumentos convincentes, toda declaração é gratuita, porque infundada, e, por isso, facilmente contestável.(...)

[As altercações estéreis e infrutíferas existem porque os argumentos estão fundamentados em impressões pessoais, subjetivas. O pronunciamento "fulano é corrupto" vale tanto quanto sua contestação: "Não, fulano não é corrupto", mas quando a declaração vem respaldada por fatos, ela tem  credibilidade. Se o pronunciamento fosse: "fulano é corrupto porque desviou dinheiro público, valendo-se de notas fiscais "frias", teria mais credibilidade, porque não era uma declaração gratuita, o pronunciamento estaria abalizado por documentação.]
Entretanto, há certas ordens de declarações que prescindem de prova:

I - Quando a declaração expressa uma verdade universalmente aceita;

II - Quando é evidente por si mesma (axioma, postulados);

III - Quanto tem apoio de autoridade (testemunho autorizado);

IV - Quando escapa ao domínio puramente intelectual:
  • é de natureza puramente sentimental ("o amor desconhece outras razões que não as do próprio coração");
  • implica apreciação de ordem estética, em que o que se discute ou afirma diz respeito à beleza e não à verdade ("gosto não se discute", "gosto porque gosto");
  • diz respeito à fé religiosa (não se provam dogmas; apresentam-se apenas "motivos de credibilidade". "Credo guia absurdum", creio porque é absurdo (ou ainda que seja absurdo.)
Nota:
  1. O texto entre colchetes foi resumido.
  2. Extraído do Livro  Comunicação em Prosa Moderna -  Othon Garcia  p.292


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